• Resumo

    Introdução: Os cistos epidermoides são lesões benignas de origem desenvolvimental, podendo se manifestar na pele ou no tecido ósseo, embora sejam incomuns na região facial. Embora possam surgir em qualquer parte do corpo, apenas 7% ocorrem na cabeça e pescoço. Sua formação está associada à implantação traumática de epitélio ou ao aprisionamento de restos epiteliais durante a fusão embrionária. Geralmente assintomáticos e de crescimento lento, podem levar a alterações estéticas significativas dependendo do seu tamanho. Microscopicamente, apresentam uma cavidade delimitada por epitélio escamoso estratificado, semelhante à epiderme, com uma camada de células granulares bem desenvolvidas e um lúmen preenchido por ortoceratina degenerada. O tratamento padrão envolve a excisão cirúrgica completa da lesão, garantindo a remoção total da cápsula cística para evitar recidivas. Objetivo:  Este trabalho tem como objetivo relatar um caso clinico de tratamento cirúrgico de cisto epidérmico submandibular, além de apresentar os benefícios e resultados associados ao tratamento cirurgico. Metodologia: Esta revisão de literatura foi realizada com base em artigos científicos dispostos nas bases de dados MEDLINE via PubMed (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a seleção dos estudos foram utilizados, como critérios de inclusão, artigos que estivessem dentro da abordagem temática, disponíveis na íntegra e de forma gratuita, nos idiomas inglês, português e espanhol. Como parâmetros de exclusão foram retirados artigos duplicados e que fugiam do tema central da pesquisa. Resultados: A excisão cirúrgica completa do cisto, incluindo a cápsula, continua sendo o tratamento de escolha para a maioria dos casos de cisto epidérmico de inclusão. A abordagem cirúrgica aberta, com incisão na região submandibular, permite a visualização direta e a remoção completa da lesão, minimizando o risco de recorrência. No entanto, essa técnica pode resultar em cicatrizes visíveis e maior morbidade pós-operatória. Em casos selecionados, as técnicas minimamente invasivas, como a excisão por punção ou a marsupialização, podem ser consideradas. A excisão por punção envolve a incisão da pele sobre o cisto e a remoção do conteúdo cístico, seguida da curetagem da cápsula. A marsupialização, por sua vez, consiste na abertura do cisto e sutura das bordas da cápsula à pele, permitindo a drenagem contínua do conteúdo cístico. Essas técnicas apresentam vantagens como menor morbidade, cicatrizes menores e recuperação mais rápida, mas podem estar associadas a um maior risco de recorrência. Conclusão: O tratamento do cisto epidérmico de inclusão submandibular deve ser individualizado, considerando as características específicas de cada caso. A excisão cirúrgica completa continua sendo o tratamento de escolha, especialmente em casos de cistos grandes, infectados ou recorrentes. As técnicas minimamente invasivas podem ser consideradas em casos selecionados, oferecendo vantagens como menor morbidade e recuperação mais rápida. A colaboração multidisciplinar entre cirurgiões de cabeça e pescoço, cirurgiões plásticos e dermatologistas é fundamental para garantir o melhor resultado estético e funcional para o paciente.

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Como citar

Silva, A. J. S. da, Reis, M. da S., Kawamura, M. H. L., Soares, Y. P., Mazzaglia, G., Pereira, B. F. de M., … Aguiar, C. S. de. (2025). TRATAMENTO DE CISTO EPIDÉRMICO DE INCLUSÃO SUBMANDIBULAR: RELATO DE CASO. Derecho Y Cambio Social, 22(80), e195. https://doi.org/10.54899/dcs.v22i80.195
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